Especial São Paulo Fashion Week 48 | Gas Models

22, Oct 2019
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Terminou mais  uma temporada da moda brasileira; o São Paulo Fashion Week edição 48 movimentou a indústria da moda , modelos, agências, estilistas e fashionistas. O centro dos desfiles realizado na Bienal em São Paulo contou com uma temporada cheia de questionamentos, o papel do modelo em um desfile está se transformando e novas apostas de beleza , estilos , inclusão social e atitude marcou a semana na capital brasileira da moda.

A Gas Models direto de Joinville ,  marcou presença em 10 desfiles com casting exclusivo  SC/SP entra elas:

*Mia Brammer - Considerada ícone na moda,  após debutar  exclusivamente nas passarelas da Prada em 2017. Desde de lá essa joinvillense vem ganhando mercado em editoriais e capas nas principais revistas como Vogue Brasil, Vogue Japan, Elle Brasil e Bazaar. Nessa edição participou de 7 desfiles.

Alguns shows em seu portfólio: Prada, Miu Miu, Carolina Herrera, Dolce&Gabanna, Coach, Victoria Beckham, Burberry, Missoni, Valentino, Alexander McQueen, Kalvin Klein, Lanvin , Dries, Van Noten e Rochas .

Na edição SPFW 48 - 

*Jadi Wegener -  Estrela da  edição de outubro  Bazaar fotografada em Nova York,  ruiva de beleza única  seu rosto já estampou capa da L´offiel Brasil, campanhas como: Jhon Jhon, Farm, Animale, Cantão e  Riachuello. Em Milão desfilou para Dolce&Gabanna e nessa edição SPFW 48 participou em 7 desfiles.

*Letícia Guedes - Dona de um corpo escultural a top aproveitou  tour pelo Brasil para marcar presença em alguns desfiles da temporada.  Letícia  é uma das modelos mais requisitadas mundialmente vive em ponte aérea seu portfólio pode ser conferido no link http://www2.gasmodels.com.br/pt/feminino/2426

*Heslen Becker - New Face  veio direto para temporada após tour pela Argentina e Peru . A modelo

que vem arrasando em imagens poéticas em seu book, marcou presença nas passarelas: Apartamento03 e Patbo.

*Eliza Strege - New Face de primeira viagem, após fotografar campanha para C&A participou exclusiva para Reinaldo Lourenço SPFW 48.




Parte dos convidados assistia ao desfile em fileiras de cadeiras, como numa apresentação convencional, outra parte em mesinhas de bar e outra ainda, literalmente, dentro de um bar de verdade, apoiada no parapeito da varanda do estabelecimento, que ficou aberto durante o evento. Os engraxates que costumam trabalhar por ali durante a semana, quando a Bolsa de Valores está funcionando, também se fizeram presentes, assim como a banca de jornal, aberta especialmente para a ocasião, com capas de revistas de moda que já estamparam looks da Ellus. No fim do desfile, o casting voltou à passarela carregando cartazes que anunciavam as ações da Ellus junto com a Route, projeto social com mais de 5 mil voluntários que conscientiza as pessoas sobre a limpeza e preservação de praias, oceanos e locais públicos. Uma das ações patrocinadas pela Ellus foi limpar o local do evento, além de projetos de limpeza de praias em Florianópolis, e Rio de Janeiro.



Este segundo desfile da marca no SPFW mostra uma evolução nesse sentido (em relação à edição passada). André trouxe para suas pesquisas os trabalhos das artistas Hilma af Klint, Emma Kunz e Agnes Martin – não apenas influenciado por sua estética artística, mas também pela forma como elas viviam. Por exemplo, a sueca Hilma era conhecida por ser uma mulher enigmática e achava que sua missão era revelar mensagens espirituais através da arte. Já Emma ganhou fama por oferecer constantemente conselhos e até tratamentos que chegaram a ser vistos como milagres, termo que ela rejeitava. E Agnes teve seu trabalho definido como um “ensaio com discrição sobre interioridade e silêncio”. Essas qualidades extra-artísticas naturalmente impactavam em suas obras, de alto teor gráfico e abstrato, e na cartela de cores.




Nossa Mia Brammer ( Gas Models ) Abre o desfile da mineira de Uberlândia, Fabiana Milazzo desfila no SPFW desde 2016. Conhecida por vestidos bordados e de festa usados por celebridades como Sophia Abraão, Mariana Goldfarb e Luiza Possi (todas na primeira fila do desfile desta temporada), a estilista tem ampliado o leque de propostas criativas de sua grife que tem já quase 20 anos e muitos pontos de venda em multimarcas espalhadas pelo país.



Por mais imponentes que sejam muitos dos looks que marcam o estilo de Gloria Coelho, há sempre uma doçura em sua moda. Esse toque de ternura, algo bem sutil, visto numa camada mais profunda das várias que compõem a leitura das peças, provavelmente vem das pesquisas para os temas de sua coleção. Sempre há algo que remete ao universo lúdico, seja um Pokémon, seja o videogame, e desta vez, um livro que envolve dragões escrito por uma criança de 10 anos (“Necromance: A conquista do Planeta dos Dragões e o Bestiário das Criaturas”, deRicardo Gontijo).


Um dos promissores talentos entre as marcas jovens e independentes de moda brasileira, a Modem tem se renovado a cada coleção, trazendo um novo olhar sobre o que já construiu nos seus quatro anos de existência. Formado pela École de la Chambre Syndicale de la Couture Parisienne, renomada escola de moda francesa, ex-estagiário de Giambatista Valli e de Reinaldo Lourenço, André Boffano afirma ter se inspirado nas modelagens da própria marca. “Fiz quase uma colagem 3D para criar novos volumes e novos shapes”, completa.




  • Ao som de Beach Boys e The Zombies (cantando os clássicos Wouldn´t it be nice e Time of the Season), Patricia Bonaldi apresenta sua coleção de Alto Verão, dando sequência ao desfile passado, chamado Origem. Desta vez, ela viaja a Portugal e de lá traz as estampas que remetem aos azulejos portugueses e que renderam belas peças que as clientes da marca certamente irão adorar vestir. Muitas na primeira fila já filmavam e fotografavam seus looks preferidos e quando esses vestidos fluídos e leves surgiam, uma profusão de celulares aparecia no ar. Também atendendo às suas consumidoras, a estilista mostrou peças já de olho nas festas de fim de ano, como os vestidos brancos, ou casamentos que ainda estão por vir. A própria Patricia usou um vestido desta coleção para o casamento de Thassia Naves – motivo pelo qual ele não estava na passarela hoje.



  • Depois de uma boa fase da informalidade do sportswear reinante na moda, da calça e do agasalho de moletom em alta e do sneaker alçado ao melhor companheiro de qualquer look, dizem que vem despontando um retorno à vontade de se vestir menos casual e mais arrumado. O objetivo do estilo classudo, baseado na alfaiataria, porém, pode ir além da antiquada ideia de distinção de classe social, da superioridade por meio da riqueza da roupa. Em tempos difíceis no mundo inteiro como o atual, uma peça bem feita e estruturada, que evoca a ameaçadora nobreza das rainhas e a rebeldia dos punks pode servir como proteção. Fiel ao seu estilo que mistura as referências suntuosas e românticas da monarquia do passado, atualizadas pela alfaiataria precisa e a influência de movimentos urbanos contemporâneos, a moda de Reinaldo Lourenço parece perfeita para isso.

Pouco antes do desfile, Rafaella Caniello definia esta como sua coleção mais emocional. “Não consegui dormir ontem de nervoso”, conta a estilista. Como sempre, ela começou a pesquisa para o seu desfile com um texto, desta vez o livro de poesia “Menino do Mato”, de Manoel de Barros. Os versos fizeram Rafaella lembrar da sua própria conexão com seu país, o que a levou às muitas trilhas que já fez na vida, em especial as pelo cerrado de Alto Paraíso (Goiás). Daí, a trilha levou à ideia de caminho, do percurso de sua marca até aqui, e pronto: surgiu uma coleção de balanço e amadurecimento da Neriage.




O desfile da Apartamento 03 arrancou lágrimas de muitas pessoas na plateia por simbolizar um momento de poética e sensibilidade no meio caos que é uma semana de moda.

Quem estava ali teve o privilégio de ver uma apresentação de João Butoh, maior nome da América Latina quando o assunto é o butoh, estilo de dança criado no pós-guera por Kazuo Ohno e Tatsumi Hijikata. Ao som da voz aveludada e melancólica de Antony Hogarty, João abriu o desfile convidando a todos a baixar a guarda, silenciar a mente e entrar naquela história.




Vindo do teatro e da produção de acessórios handmade, Victor Hugo Mattos cresceu, e muito, desde que fez sua estreia no Projeto Estufa, há um ano. De olho em seus bordados artesanais, que conseguem ser tão maximalistas quanto cool, tão luxuosos quanto misteriosos (há algo no mistério, essa incompreensão, que nos salva da banalidade da riqueza pela riqueza), mulheres formadoras de opinião como a cantora Iza, a influenciadora Magá Moura e a jornalista Gloria Maria encomendaram peças suas para serem usadas em eventos. Seus acessórios também têm estampado editoriais de revistas como Marie Claire e Vogue. Com este repertório adquirido, o estilista apresentou sua mais nova coleção em que ressignifica peças adquiridas em brechós por meio de seus bordados de conchas, búzios, cristais e outros objetos que garimpa em todo o lugar. “Até no Uber”, brinca Renata Correa, a stylist por trás desta coleção desde a ideia inicial, referindo-se de fato a um brinco que Victor segurava no backstage momentos antes do desfile, pensando se incluiria ou não em algum look.


 Vogue Brasil



Edição: Vand Rodriguez / Gas Models MGT

Fontes de pesquisa: FFW , Vogue Brasil.








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